"Excelentes condições visando o futuro"

Vilanovense inaugura sede nova

por:Daniel Costa, (Colaborador desportivo do Diário-Insular)
 
 

Porém, as novidades dos alvi-negros da Vila Nova não se resumem ao 50º aniversário da instituição. Estas Bodas de Ouro ficaram marcadas, igualmente, pela inauguração da renovada sede social. Obra que, de certo, proporcionará à colectividade um maior leque de opções a nível de condições e iniciativas que visem engrandecer o clube na sua vertente desportiva e social e, consequentemente, o meio onde está inserido. Ou seja, a freguesia da Vila Nova e todo o Ramo Grande.
Com um custo total de 97 mil contos (cerca de meio milhão de euros), o empreendimento teve o apoio do Governo Regional, Câmara Municipal da Praia da Vitória, Ministro da República e Junta de Freguesia da Vila Nova
Todavia, a colaboração neste empreendimento estende-se também à ajuda e colaboração de diversas personalidades, quer individuais quer colectivas, que sobre as mais variadas formas contribuíram para que o mesmo fosse uma realidade.
Ante a presidência do Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores, Laborinho Lúcio, o evento contou ainda com presença de Carlos César, presidente o Governo Regional dos Açores, Álamo Meneses e José Contente, Secretários Regionais da Educação e Obras Públicas, respectivamente, Francisco Ramalho vice-presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, bem como diversos Directores Regionais e deputados.
Após a apresentação de cumprimentos por parte da Filarmónica local, Laborinho Lúcio cortou a tradicional fita, seguindo-se o descerramento de duas placas no interior da nova sede e visita às magnificas instalações da colectividade.
Posteriormente, Manuel Pires Luís, presidente da Assembleia geral do Vilanovense, fez uma resenha ilustrativa dos cinquenta anos do clube, desde a fundação aos nossos dias, enaltecendo as conquistas e não esquecendo os momentos difíceis que também existiram.
As palavras finais foram no sentido de grande esperança no futuro, agora que a colectividade dispõe de condições ímpares para o desporto e não só. Agracedeu a todos quantos colaboraram para que este sonho se tenha tornado realidade, desde o Governo Regional, Ministro da República, Câmara Municipal da Praia da Vitória, Junta de Freguesia, entidades particulares, sócios e adeptos.
 

Orgulho do Ramo Grande


Francisco Ramalho, vice da edilidade praiense, num breve improviso, mostrou a sua satisfação por estar presente neste acontecimento para a freguesia. Por ser natural da Vila Nova e ter acompanhado de perto tudo o que se passou à volta do clube, nomeadamente através dos comentários do avô, e a nível institucional pela conclusão da obra, referindo que a Câmara apoiou dentro do possível.
Seguidamente, Carlos César, presidente do governo Regional, felicitou o clube pelas bodas de ouro, referindo que “cinquenta anos de qualquer instituição consolidam e prestigiam as mesmas” e que “o clube viveu uma lição que, afinal, os Açores viveram em conjunto”.
Centralizou o seu discurso no antes e pós Autonomia, destacando as vantagens da mesma para a Região a todos os níveis. “Antes, tudo era difícil, depois, em solidariedade, esforço entre os órgãos próprios da Região, Câmaras Municipais e Juntas de Freguesias, tudo é possível”, salientando que “não interessa a contribuição do Governo, mas sim a partilha entre pessoas, Câmara e Junta de Freguesia que deram o possível em prol do empreendimento”. “O que vem de fora não vem de uma forma gratuita, existindo sempre um contrapartida em troca”, acrescentou.
Na ponta final da sua intervenção, disse que a “infra-estrutura valoriza não só a Terceira, mas também os Açores”. Terminou, desejando que “a crise que se passa a nível nacional não chegue aos Açores”.
Finalmente, Laborinho Lúcio agradeceu o convite que lhe foi endereçado, referindo que “os aniversários servem para olhar o passado e reflectir o que foi feito ao longo da história do clube”.
Diria que ao olhar as imagens e registos do clube que falam de histórias, sentiu particular curiosidade face ao guarda-redes, uma vez que também o foi nos seus tempos, embora sem ter atingido grande relevo.