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Porém,
as novidades dos alvi-negros da Vila Nova não se resumem ao 50º
aniversário da instituição. Estas Bodas de Ouro ficaram
marcadas, igualmente, pela inauguração da renovada sede social.
Obra que, de certo, proporcionará à colectividade um maior leque
de opções a nível de condições e iniciativas que visem
engrandecer o clube na sua vertente desportiva e social e,
consequentemente, o meio onde está inserido. Ou seja, a
freguesia da Vila Nova e todo o Ramo Grande.
Com um custo total de 97 mil contos (cerca de meio milhão de
euros), o empreendimento teve o apoio do Governo Regional,
Câmara Municipal da Praia da Vitória, Ministro da República e
Junta de Freguesia da Vila Nova
Todavia, a colaboração neste empreendimento estende-se também à
ajuda e colaboração de diversas personalidades, quer individuais
quer colectivas, que sobre as mais variadas formas contribuíram
para que o mesmo fosse uma realidade.
Ante a presidência do Ministro da República para a Região
Autónoma dos Açores, Laborinho Lúcio, o evento contou ainda com
presença de Carlos César, presidente o Governo Regional dos
Açores, Álamo Meneses e José Contente, Secretários Regionais da
Educação e Obras Públicas, respectivamente, Francisco Ramalho
vice-presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, bem
como diversos Directores Regionais e deputados.
Após a apresentação de cumprimentos por parte da Filarmónica
local, Laborinho Lúcio cortou a tradicional fita, seguindo-se o
descerramento de duas placas no interior da nova sede e visita
às magnificas instalações da colectividade.
Posteriormente, Manuel Pires Luís, presidente da Assembleia
geral do Vilanovense, fez uma resenha ilustrativa dos cinquenta
anos do clube, desde a fundação aos nossos dias, enaltecendo as
conquistas e não esquecendo os momentos difíceis que também
existiram.
As palavras finais foram no sentido de grande esperança no
futuro, agora que a colectividade dispõe de condições ímpares
para o desporto e não só. Agracedeu a todos quantos colaboraram
para que este sonho se tenha tornado realidade, desde o Governo
Regional, Ministro da República, Câmara Municipal da Praia da
Vitória, Junta de Freguesia, entidades particulares, sócios e
adeptos.
Orgulho do Ramo Grande
Francisco Ramalho, vice da edilidade praiense, num breve
improviso, mostrou a sua satisfação por estar presente neste
acontecimento para a freguesia. Por ser natural da Vila Nova e
ter acompanhado de perto tudo o que se passou à volta do clube,
nomeadamente através dos comentários do avô, e a nível
institucional pela conclusão da obra, referindo que a Câmara
apoiou dentro do possível.
Seguidamente, Carlos César, presidente do governo Regional,
felicitou o clube pelas bodas de ouro, referindo que “cinquenta
anos de qualquer instituição consolidam e prestigiam as mesmas”
e que “o clube viveu uma lição que, afinal, os Açores viveram em
conjunto”.
Centralizou o seu discurso no antes e pós Autonomia, destacando
as vantagens da mesma para a Região a todos os níveis. “Antes,
tudo era difícil, depois, em solidariedade, esforço entre os
órgãos próprios da Região, Câmaras Municipais e Juntas de
Freguesias, tudo é possível”, salientando que “não interessa a
contribuição do Governo, mas sim a partilha entre pessoas,
Câmara e Junta de Freguesia que deram o possível em prol do
empreendimento”. “O que vem de fora não vem de uma forma
gratuita, existindo sempre um contrapartida em troca”,
acrescentou.
Na ponta final da sua intervenção, disse que a “infra-estrutura
valoriza não só a Terceira, mas também os Açores”. Terminou,
desejando que “a crise que se passa a nível nacional não chegue
aos Açores”.
Finalmente, Laborinho Lúcio agradeceu o convite que lhe foi
endereçado, referindo que “os aniversários servem para olhar o
passado e reflectir o que foi feito ao longo da história do
clube”.
Diria que ao olhar as imagens e registos do clube que falam de
histórias, sentiu particular curiosidade face ao guarda-redes,
uma vez que também o foi nos seus tempos, embora sem ter
atingido grande relevo.
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